Conteúdo principal Menu principal Rodapé
Pós Unicamp

Pós Unicamp faz balanço e projeta atingir 100% dos programas com ações afirmativas

Durante seminário de avaliação de trabalho, PRPG informa que aproximadamente 90% dos programas contam com políticas consolidadas

A pró-reitora de Pós-graduação da Unicamp, Claudia Morelli, estabeleceu como meta instituir ações afirmativas em 100% dos 84 programas de pós-graduação da Universidade. Durante seminário de avaliação de trabalho, nesta sexta-feira (13), no auditório da Faculdade de Engenharia Química, ela informou que quase 90% dos programas já têm políticas afirmativas consolidadas.

“Começamos atrasados, mas hoje 89% dos nossos programas contam com algum tipo de ação afirmativa, o que é algo bastante positivo. Agora, até antes do final deste ano, queremos ações em 100% dos programas”, disse a pró-reitora.

Desde 2023, a PRPG conta com o Núcleo de Apoio à Implementação e Avaliação das Políticas de Ações Afirmativas. O órgão oferece orientações sobre normativas, regras e procedimentos; fomenta a divulgação de normas e editais e auxilia na implementação das ações. O núcleo é composto por três professores, além de representantes da pró-reitoria, técnicos e estudantes.

“Estamos agora na fase da avaliação, de verificar se as ferramentas deram certo ou não e onde precisamos melhorar. Que (o programa) está dando certo, sabemos que está, mas queremos saber onde podemos melhorar”, explica.

Auditorio da unicamp, com mesa ao fundo.
A professora Débora Jefrey (ao centro da mesa) lembrou a trajetória das lutas pelos direitos de estudantes pretos, pardos, indígenas na Universidade

Cotas étnico-raciais

Primeira mulher negra a assumir o cargo de diretora da Faculdade de Educação da Unicamp, a professora Débora Jefrey lembrou a trajetória das lutas pelos direitos de estudantes pretos, pardos, indígenas na Universidade. “Tinha muita gente que defendia a adoção, pela Unicamp, apenas do PAAIS (Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social)”, disse Jefrey, referindo-se à política de 2004 que concede bônus na pontuação no vestibular a estudantes que cursaram o ensino médio e/ou fundamental em escola pública. “Hoje temos um aparato institucional. Mas isso ocorreu por conta de uma greve de 10 anos atrás. Graças a isso estamos aqui hoje. Demorou muito, mas que bom que aconteceu.”

A professora relembrou também que as cotas étnico-raciais – aprovadas em 2017 e que passaram a valer para o vestibular de 2019 – só foram instituídas em consequência de uma intensa mobilização do movimento estudantil.

A diretora sugeriu a criação, pela Unicamp, de um organismo específico para tratar de ações afirmativas. “Talvez uma pró-reitoria, uma diretoria ou até mesmo uma secretaria”, ponderou Jeffrey, lembrando que outras instituições brasileiras já contam com esse tipo de arranjo institucional.

O seminário contou ainda com as presenças da professora Márcia Lima, da Universidade de São Paulo (USP), e do professor Rodrigo Ednilson de Jesus, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pode ser assistido na íntegra aqui.

Ir para o topo